Ir para o conteúdo
NUM.IS

Gráfico do Destino e da Vontade

O gráfico do destino e da vontade mostra como uma vida se desenha ao longo dos anos, e não em um número só: duas linhas que ora se afastam, ora se encontram. Da data de nascimento saem dois números de sete algarismos; cada algarismo vira um ponto, e os pontos são ligados. Abaixo ficam a calculadora e a explicação do que esta tradição lê em cada uma dessas linhas.

O gráfico é construído só a partir da data. O nome é necessário apenas para a chave da riqueza, que soma o número de expressão — contado a partir das letras.

Ver um exemplo completo do relatórioO documento pronto, para uma data inventada. Aberto por inteiro, nada escondido.

Como saem as duas linhas

A conta é curta e vale conhecer, porque explica por que duas pessoas nascidas no mesmo ano têm linhas diferentes. Dia e mês são escritos com dois algarismos e colados num número só: 27 de setembro vira 2709, e 5 de abril vira 0504. Esse número é multiplicado pelo ano. O resultado ganha zeros à esquerda até chegar a sete algarismos, e esses sete algarismos são a linha do destino.

A linha da vontade sai do mesmo material com uma troca: cada zero da data escrita passa a valer um. Em 27/09/1997, 2709 vira 2719, o ano continua 1997 por não ter zero, e o produto muda de 5409873 para 5429843. Quando a data não tem zero nenhum não há o que trocar, e as duas linhas ficam iguais do começo ao fim da vida — a tradição dá nome a essa situação e a chama de caminho do monge.

Escrever dia e mês com dois algarismos não é detalhe de forma. Colar 27 e 9 como «279» daria outro número e outro desenho em toda data cujo dia ou mês seja menor que dez, isto é, na maioria das pessoas. É por isso que a nossa conta usa 2709: é assim que a escola resolve o próprio exemplo dela.

Por que o passo é de doze anos

O eixo horizontal é a idade, e os pontos ficam de doze em doze anos: 0, 12, 24, 36, 48, 60 e 72. O passo veio da astronomia e não foi escolhido a esmo — é o tempo de uma volta de Júpiter em torno do Sol. A tradição associa esse ciclo à posição da pessoa no trabalho e entre as outras, e os sete pontos cobrem a vida inteira; depois dos 72 o desenho recomeça.

Entre um ponto e o seguinte a linha é traçada reta, e isso é convenção de desenho, não afirmação de que aos 30 anos o valor esteja exatamente no meio. Os pontos são o que foi calculado; os trechos entre eles mostram direção, e não valor. Por isso o gráfico se lê em pedaços grandes: para onde a linha vai, e não que algarismo cai num ano específico.

O que a tradição lê na altura das linhas

O sentido do desenho não está num algarismo isolado, e sim em qual das duas linhas está mais alta no seu trecho. Com o destino por cima, a escola descreve o período como um em que as circunstâncias de fora pesam mais: insistir rende menos do que reparar no que já está se formando. Com a vontade por cima, o peso passa para as decisões próprias, e o resultado depende mais do que a pessoa faz.

Os pontos em que as linhas se cruzam a tradição destaca à parte e recomenda tratar como fronteira, e não como acontecimento: a sugestão é adiar mudanças bruscas perto de um cruzamento. Aqui cabe dizer com todas as letras que isso é descrição de um método, e não afirmação sobre o que vai se passar. O gráfico serve para organizar a conversa sobre os próprios períodos, e nada além disso; nenhum algarismo e nenhum cruzamento garante ou impede coisa alguma.

A altura também se lê sozinha: o zero a tradição descreve como queda e pausa, e o nove como o alto das possibilidades. Mais útil que o algarismo, porém, é o vizinho dele — um oito depois do qual a linha cai e um oito depois do qual a linha sobe são descritos de maneiras diferentes neste sistema.

As outras três linhas: possibilidades, carreira e dinheiro

Além do destino e da vontade o método traça mais três linhas, e a calculadora as desenha mais finas porque são vizinhas, e não principais. A linha das possibilidades é o produto do dia, do mês e do ano, e às vezes aparece com o nome de gráfico da vida; ela usa o mesmo passo de doze anos. A linha da carreira é a soma do dia com o mês, multiplicada pelo ano. A linha do dinheiro é o dia multiplicado pelo número formado por mês e ano escritos em seguida.

Carreira e dinheiro têm outro passo: dez anos, e o primeiro ponto cai nos cinco em vez do zero. Por isso os pontos delas nunca coincidem com os do destino e da vontade, e a comparação entre linhas deve ser feita por trechos, e não ponto a ponto. Não é falha da calculadora nem mistura de escalas: o método é assim.

A linha do dinheiro não responde «quanto», e sim em que idade a tradição descreve o trecho como tranquilo e em que idade o descreve como duro. Nem ela nem a chave que vem a seguir prometem renda, substituem uma decisão financeira ou valem como orientação: é uma marcação da biografia pelos algarismos da data, e quem resolve o que fazer com ela é a própria pessoa.

A chave da riqueza, e por que ela pede o nome

Ao lado do gráfico o método nomeia a chave da riqueza: um algarismo formado pelo número da vida somado ao número de expressão. O número da vida sai da data — todos os algarismos somados e reduzidos a um. O número de expressão sai do nome: cada letra vale um algarismo, e a soma também desce a uma casa.

Daí vem uma consequência que convém dizer em voz alta: sem nome a chave não é calculada. Não é «calculada por aproximação» nem «igual a zero» — ela simplesmente não existe, porque falta uma das duas parcelas. Nesse caso a calculadora escreve a explicação no lugar do número, em vez de um travessão: pôr ali o número da vida seria entregar uma coisa no lugar de outra.

Todo o resto — as duas linhas, as três vizinhas, o número da vida e a lista dos algarismos que faltam na data — sai de uma data só e funciona sem nome nenhum.

Perguntas frequentes

Como calcular o gráfico do destino e da vontade pela data de nascimento?
Escreva dia e mês com dois algarismos e cole os dois: 27 de setembro vira 2709. Multiplique pelo ano — 2709 × 1997 = 5 409 873 — e complete com zeros à esquerda até sete algarismos. Essa é a linha do destino. Para a linha da vontade, troque por um todos os zeros da data escrita e repita a multiplicação. Cada algarismo do resultado é um ponto, e na horizontal se marca a idade de doze em doze anos.
Por que o meu gráfico tem só uma linha?
Porque na sua data de nascimento não existe nenhum zero. A linha da vontade se distingue da linha do destino exatamente por trocar os zeros por uns; se não há o que trocar, os dois números saem iguais e as linhas coincidem do começo ao fim da vida. A tradição trata isso como uma situação própria e a chama de caminho do monge. Não houve erro, e o segundo desenho não se perdeu.
O que significa a linha do destino estar acima da linha da vontade?
A escola descreve esse trecho como um período em que as circunstâncias de fora pesam mais do que a insistência: o que já está se formando rende mais do que o que é empurrado. A situação inversa, com a vontade por cima, é descrita como um tempo em que o resultado depende mais das decisões próprias. É descrição de método, e não afirmação sobre o que vai acontecer: o desenho não informa fatos e não garante nada.
Qual a diferença entre o gráfico e o código do dinheiro?
São dois cálculos diferentes que se confundem com facilidade. O código do dinheiro costuma ser um número de três casas: a soma dos algarismos do dia, a do mês e a do ano, separadas. Ele não depende de idade e não vira linha. O gráfico espalha a mesma data pelos anos de vida e entrega duas linhas de sete pontos. Se você procurava um número curto, esta página responde a outra pergunta.
Por que carreira e dinheiro andam de dez em dez anos, e não de doze?
É assim que o método foi montado: destino, vontade e possibilidades são marcados pelo ciclo de doze anos a partir do zero, enquanto carreira e dinheiro usam o de dez, e o primeiro ponto delas cai nos cinco. Por isso os pontos dessas linhas nunca coincidem com os das duas principais, e numa tela só elas aparecem deslocadas. Comparar por trechos, e não ponto a ponto, é o jeito correto de ler.
Preciso informar o nome para montar o gráfico?
Não. As duas linhas, as três vizinhas, o número da vida e a lista dos algarismos ausentes saem de uma data de nascimento só. O nome serve apenas à chave da riqueza, que soma o número de expressão, e esse vem das letras. Sem nome a calculadora desenha todo o resto e, no lugar da chave, escreve o que está faltando em vez de encaixar ali outro número.

Calculadoras relacionadas

Gráfico do Destino e da Vontade

Calcular